— Para os jovens não é uma transição tecnológica, como para os mais velhos. Para eles, a internet está aí para ser usufruída e eles sabem tirar proveito disso sem receios. E o grande diferencial entre as mídias é a interatividade. A TV está tentando se encaminhar nesse sentido, mas ainda está engatinhando — avalia a psicóloga.
A estudante Clara Freitas, de 17 anos, diminuiu o tempo em frente à TV depois que começou a frequentar as redes sociais.
— É muito mais simples acompanhar as notícias pelo computador, eu sigo os canais de comunicação no Twitter e fico informada. Se perdi uma reportagem pela TV, posso assistir pela internet — revela.
Mas tanta praticidade exige limites. De acordo com a psicóloga Rosa Farah, o sinal de alerta surge quando o computador afasta o usuário dos familiares, afeta o rendimento escolar ou profissional, altera padrões alimentares ou de sono.
— No caso do vício, o tratamento não é como para dependentes de álcool ou de drogas. É como uma compulsão alimentar. O indivíduo não pode viver sem internet.
Clara cuida para não exagerar:
— É algo que meus pais me cobram. Me policio muito para não alimentar um vício, acabo me forçando a sair do computador.
Postado 27/04/2011 às 16:35 por Luciano Pettorini (Rádio Maisnova FM Caxias)






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